13 de set. de 2009

O Bailar Das Palavras




O Bailar Das Palavras

Chega Lícia
Ar risonho, jeito humilde
Admirada? Não sabia.
Faz uso da palavra
Escrita, falada, acatada
Cativa, aprecia...
Palavras graciosas, reflexivas
Ressoam
O grupo cansado acorda
O dia foi árduo!
Lícia traz o reânimo
Traz consigo cantores, atores,
Artistas
Cantando, falando
Que cantam e encantam.
O público apático reage
Faz parte de seu show.
Alguns dançam, outros curtem
Calados na fala.
Lícia provoca, pergunta
A voz não sai, mas entra na dança
Ajuda a cantar.
Lícia brinca com nomes
Que marcam, demarcam, registram.
O ambiente sem desiguladade
Lícia voa, revoa, faz voar
Palavras, fatos, relatos
Apresenta pessoas;
Neruda, Bartolomeu, gil - brio.
Veríssimo, Foucombert, Maurício, ofício
Palavras sábias, e louva!
Louva a coragem, confiança,
interesses, vontades.
Louva idéias escritas, faladas
Cantadas.
Lícia ciente avança
Explana na voz e na escrita
Desafia, tece, desata nós
sem sensura
Instiga o grupo à fala
Calada ,medrosa, presa
Dá receitas de recheios
Receitas de sons simultâneos
Dos brios, dos saberes.
Outros convidados reforça
Fala com ela e atrvés dela,
Poderosas sábias palavras!
Interage o público
Dessa vez mais solto
Ressoam nas falas, a escrita
Com brilho, paixão,
Atenção.
Fisionomias agora sem cansaço
Em conto de fadas surgem.
Os cantos que encantam, dançam
Num contexto aconchegante.
Se abraçam, entrelaçam,
Tropeçam , levantam, cantam.
Comandam escrita das idéias,
Escritas testemunham falas.
Outdoor, panfletos, convites
Propagam, animam, convidam
É uma tentação!
As palavras mexem, remexem, renascem,
Os jornais, revistas noticiam.
A festa é de arromba!
-Som na caixa mané!
A banda toca, todos dançam
Cantam e encantam
Com palavras em concertos excetos!
Vera vasconcelos

"Quase Tudo " ( Danuza Leão)



Danuza Simplesmente

Itaguaçu, Espírito Santo.
Nasce Danuza, a mulher.
Mulher de vida vivida
De glórias, glamour, tristezas,
Alegrias, romances e dor.
Na família, a estranheza.
O padrão não é comum
Vivendo num lar sem laços,
Sem afagos, sem abraços!
Mulher espetacular!
Extraordinária, mulher!
Enfrentou desafios,
Quebrou preconceitos
De uma época de omissões,
Mulheres sem aptidões.
sem ações.
Seus desejos e ensejos
a passos seguidos,
Mal vistos. erguidos
Quinze anos, a independência.
Aos dezoito é modelo
A primeira, no cenário brasileiro.
Viajou o mundo,
Conheceu castelos.
Viveu os anos dourado
Do bolero à bossa nova
Enfeitiçou olhos,
Delirou paixões.
Conheceu gente, fez amigos:
Do Brasil ao ocidente
Da burguesia à nobreza
Poucos foram os confidentes
Não esqueceu suas raízes
Sua terra, sua gente.
Danuza! Simplesmente, Danuza
Viveu a Ipanema, Copacabana,
A urgia.
Na Bahia a calmaria
ACM descrevia - amigo fiel;
quem diria?
Representa as Marias
Nas suas coragens,
Fraquezas e ousadias.
Foram três casamentos:
Wainer, Antonio e Renato.
Homens intelectuais.
Namorados? Foram vários,
Casos eventuais, banais.
Amigos da Honda, onda:
Amigos de fé camaradas
Vinicius, Di Ccalcanti, Sabino.
Lily, Horácio, e outros tantos.
Defende o amor,
A fidelidade com fervor
Presenciou a ditadura
Contestou com amargura
O Brasil e sua história.
Seus amigos sendo presos
Sendo expulso seu esposo
Filhos sem pátria sem lar.
Setor público fez análise
É um saco! Sem pudor!
O andamento do Brasil
Só para a burguesia.
Para mudar o cenário
Só uma bomba e gritaria:
Chega! Queremos a democracia
Período de trevas se inicia
Jornais, televisão anuncia;
Dores, saudades, amores!
Aqui jaz!
Samuel - seu ex, amigo,
Companheiro.
Jairo seu pai é suicida
Nara irmã, desiludida.
Rumores, temores! É a morte!
Sammuca, filho amado,
Anunciado o acidente, é fatal!
È dor! É saudade! É maldade!
Na correnteza se afoga,
Amordaça.
Revoga, pede socorro!
Vive momentos de terror
Cabeça erguida, testa franzida.
Continua! É a vida!
Um parêntese, ela abre,
Fala da vida escolar
Não aprofunda nos estudos
No colégio não ficou.
Das matérias estudadas,
Só do violão gostou
Aprendeu a ler lendo
E um livro lhe marcou
“O livro dos insultos”
Henri Louis é o autor
Na frase se inspirou
‘Não ensine a criança
Somente a escrever,
Ensine o pensar
E importante saber ler’.
Cinco livros publicou.
De colunista social.
Até cronista virou
Seu destino é traçado
Não caiu com o fracasso
Coração em estilhaço
Com cara de um palhaço,
Retoma sua posição,
Festa, muita trepidação.
Agora com outro olhar
Coração sem palpitar.
Para saber da história
Leia agora Quase tudo
O livro de aventuras
De uma musa brasileira
Que viveu a luxúria,
Decadências e vitórias
Vera Vasconcelos

26 de ago. de 2009

Rede




No Orkut te vi
Eu e Vc
Interessei em ouvir
Saber sobre te
Em meio às duvidas
Te escrevi, recolhi
Que surpresa te ler, ouvir.


Numa escrita percebi, confundi.
Em meio às palavras me perdi
Te segui, e descobri
O sentimento real, meio virtual.
Encontro marcado

Realidade total,
Pessoa especial
Culto inteligente,
Um homem decente
Do seu ato consciente
Envolvente




Sentir-me uma adolescente
Fez-me crente da descrença
Em metade conquistada
Confiança registrada
Não é sentimento banal
Estamos ha tempos
Enamorados real
 Leila

A Parceira


(um poema em homenagem a professora Drª Inês)

A Parceira
Ouvinte atenta
De comentários
Aos cantos e recantos
Meio às vozes







Formei o perfil
Em mente demente
Fugi, reagi,
Cruzei caminhos
Atalhos cortei, te evitei





Um dia ao ouvir-te
Me encantei dos atalhos voltei
Enfrentei, derrubei barreiras.
Ensurdeci , desmenti
Encontrei a parceira
A professora guerreira






Em sábias palavras
Desconstruiu a idéia
Em fadigas ás verdades
Ditas por Beneditas, afroditas
Diante e distante de te.
Você ensinou-me caminhos
Caminhos de luz


Do saber não sábio
Dos livros em gaiolas
Aquários da vida
Às vezes perdida
Na ignorância, arrogância.
Implicância dos retrógrados
Leituras em escrituras
Difícil em cifras e decifras





Segurei firme nas mãos
A mim estendidas
Por te, e a te agradeço
E ofereço o meu abraço
Mais uma vez Inez






Obrigado , muito obrigado professora
Você será eterna em minha memoria

21 de ago. de 2009

A Boneca (Olavo Bilac)

A Boneca



Deixando a bola e a peteca Com que inda há pouco brincavam, Por causa de uma boneca, Duas meninas brigavam. Dizia a primeira: "É minha!" — "É minha!" a outra gritava; E nenhuma se continha, Nem a boneca largava. Quem mais sofria (coitada!) Era a boneca. Já tinha Toda a roupa estraçalhada, E amarrotada a carinha. Tanto puxaram por ela, Que a pobre rasgou-se ao meio, Perdendo a estopa amarela Que lhe formava o recheio. E, ao fim de tanta fadiga, Voltando à bola e à peteca, Ambas, por causa da briga, Ficaram sem a boneca...





A pombinha da mata - Cecilia Meireles

A pombinha da mata





Três meninos na mata ouviram uma pombinha gemer.






"Eu acho que ela está com fome",
disse o primeiro, "e não tem nada para comer."






Três meninos na mata ouviram uma pombinha carpir.






"Eu acho que ela ficou presa",
 disse o segundo, "e não sabe como fugir."






Três meninos na mata ouviram uma pombinha gemer.




"Eu acho que ela está com saudade",


 disse o terceiro, "e com certeza vai morrer."

Bombonilando

-->
Bombonilando
Bonila incentiva,
instiga Acata idéias, diverge
O público alheio está
Alheio ás informações





Das virtudes virtuais
Da educação contemporânea
Da comunicação instantânea
É a tal da inclusão e excluídos
Esses terão que incluir.
Mãos ao mouse!
Olho na tela!
Ouvido atento!





Desconcentrou? Bombeou!
-Bonilla! Bonila! Bonila!
Ela rodopia como rodeio da carretilha,
skate, patins, sei lá,
é tanta modernização
Bonilla cansada,
incrédula, ciente
Segue em frente
Domina o território
e seu povo






Bamboleia. Não perde o jogo
Jogo de cintura, das idéias,
da tolerância.
Informa
Está difícil?
Que nada!
Só precisa de interação,
atenção
Formar comunidades
Mudar sociedades
Quebrar barreiras





Conhecer gente de conhecimentos
Diferenciar o não presencial
O sentimento, a imaginação
Abrir janelas, links
Seguir atalhos.
Entrar nos chats
Isso é atualização.







É especial!
Confirma ela
e outros através dela
Bauman,Tõnnies. Lemos,
Lévi Todos do Ciberespaço,
novos intelectos
Outras realidades – MUDs, WELL
agregações comunitárias, eletrônica.







Hiper textos dos blogs e blogueiros
Como se um formigueiro fosse
No sentido de parceiro
Conecta, expande,
Convida







Você recua,
receia, conceitua
Numa frase momentânea,
explode a idéia Não é fácil,
a educação contemporânea.
Ufa!










poema em homenagem a profª Bonila ( UFBA)
Vera Lúcia Vasconcelos Pereira
Explicando o título:
Bombom-guloseima com recheios para serem saboreados
Relação com a atividade-bombons= os cursistas
Recheios=ensinamentos de Bonilla
Guloseimas-saboreadas pelos alunos o compartilhar
Bolinar-ato de exprimir o que sabe com prazer